Caso de estudo · construção de raiz
Uma moradia que ainda está a ser construída. Entrámos com as paredes em tosco, e é por isso que ainda há decisões que se podem tomar.
Projetos · Encosta Dourada
Recebemos o projeto de arquitetura em abril de 2026 e o nosso trabalho começou aí: perceber como aquela casa ia ser vivida e traduzir isso em decisões que o empreiteiro pudesse executar sem parar.
Os clientes vivem fora de Portugal e vêm cá pontualmente. Grande parte do projeto foi decidida por videochamada, e as visitas à obra são nossas.


Quinze folhas à escala 1/120, com a distribuição e o layout, a eletricidade, as águas e esgotos, a iluminação e a ventilação. É o que permite que o empreiteiro abra roços no sítio certo em vez de os abrir onde calha, e que a tomada do lado da cama fique do lado da cama.
Durante a obra os desenhos foram atualizados mais do que uma vez. Houve uma coluna no quarto do primeiro andar cujas medidas só se puderam retificar no local, e os roços foram abertos a partir da versão corrigida.


Materiais e revestimentos foram apresentados numa reunião em julho e aprovados depois de os clientes os verem aplicados em 3D.
Os 3D foram feitos já com estes materiais aplicados e aprovados em setembro de 2026. São eles que os clientes têm à frente quando decidem.
O exterior faz parte do mesmo projeto. A piscina, o deck, o relvado e a iluminação foram desenhados ao mesmo tempo que o interior, para a casa e o terreno se lerem como uma coisa só, e não como dois trabalhos encostados um ao outro.




Dá para trabalhar assim, e foi o que fizemos. Mas quando chegámos já havia decisões tomadas, e a partir daí ou se aceitam como estão, ou se alteram com custo de obra.
As decisões que condicionam o interior para sempre não se tomam na decoração. Tomam-se no projeto de arquitetura, muito antes de haver paredes. Analisamos as peças de arquitetura, colocamos o mobiliário real sobre a planta e dizemos o que não encaixa, a tempo de se corrigir no papel. É o que está a acontecer noutra moradia, em Silves, onde trabalhamos em conjunto com o gabinete de arquitetura dos clientes.
Corrigir qualquer uma destas coisas no desenho custa uma conversa. Corrigi-la depois de a parede estar fechada custa roço, material, mão de obra, pintura e tempo de obra parada.
Não fazemos arquitetura, licenciamento nem projetos de especialidades, e não substituímos o seu arquiteto. O que entregamos nesta fase é um contributo para quem assina o projeto, com o layout validado e os pontos que precisam de decisão.
Cada decisão de interiores foi tomada a tempo de ser executada, e não depois de a parede estar fechada. É a diferença entre pedir uma tomada enquanto o eletricista ainda lá está e pedi-la quando já só se resolve com um roço novo e um pintor a seguir.
Leitura do projeto de arquitetura, levantamento em obra, layout trabalhado com os clientes por videochamada e proposta de materiais.
A casa construída em 3D com os materiais escolhidos. Aprovada em setembro de 2026.
Quinze folhas de distribuição, eletricidade, águas, iluminação e ventilação, revistas sempre que a obra obrigou.
Acabamentos, quantidades e consulta a fornecedores, a fechar com o empreiteiro à medida que a obra avança.
Se tem uma casa em construção no Algarve, quanto mais cedo entrarmos, mais coisas se resolvem no papel em vez de se resolverem em obra. Entramos em contacto consigo no prazo de dois dias úteis, sem qualquer compromisso da sua parte.
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